quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Ainda  sobre  WORLD TRADE CENTER: COMEMORAR A VIDA   DAS PcD  QUE  FORAM   SALVAS. Porquê  não??    Relatos de PcD que trabalhavam nas duas torres gêmeas:
 
Cego e seu cão-guia Salty escapam do WTC
 
Omar Rivera, de 43 anos de idade, e seu cão-guia Labrador amarelo, Salty, escaparam ilesos do 71º andar, com muitos de seus colegas de trabalho, no escritório da Port Authority de New York e New Jersey. Planejador senior de sistemas, estava sentado em sua mesa de trabalho, quando o primeiro de dois aviões seqüestrados atingiu o World Trade Center, no dia 11 de  setembro.  "Foi muito grande, muito forte, muito violento", disse Omar durante uma entrevista a jornalista do New York Times, na Estação Grand Central Terminal.
 
 
Tetraplégico em cadeira de rodas motorizada
 
John Abruzzo trabalhava no 69º. andar da Torre Dois, do World Trade Center, como contador auxiliar da “Port Authority” de New York e New Jersey. Quando o primeiro jato chocou-se contra sua torre, John, assustado como muitos outros, em meio à confusão, gritaria e pânico generalizado, dirigiu-se, em sua cadeira de rodas motorizada, para as escadarias. No entanto, ele sabia que sua retirada do local seria mais complicada, porque era tetraplégico.  E para sua sorte, 10 delas estavam ao seu redor. “Não houve discussão nem nada. Foi uma linda decisão coletiva. Pegaram uma dessas cadeiras de emergência, a EVAC  CHAIRS e colocaram-me dentro”. Levou uma hora e meia para chegar ao térreo. Dez minutos após sua saída a Torre desabou.
 
 
A Solidariedade de Colegas Desconhecidos
 
Tina Hansen tinha artrite reumatóide  e usava uma cadeira de rodas motorizada para trabalhar no 68º. andar da Torre Um com outras três colegas. Após a explosão  no WTC em 1993, os diretores de sua empresa compraram uma dessas cadeiras de rodas de emergência ( EVAC CHAIRS) que ficava, dobrada, numa caixa própria, sob sua mesa de trabalho. Foi salva. 
 
 
A Ajuda Voluntária de Dois Estranhos
 
Essa mesma história, vista de outro ângulo, conta-nos que, empregados da Network Plus, em seu Departamento de New York, localizado no 81º. andar do WTC – Torre Um, Michael Benfante e John Cerqueira  iniciaram sua descida, depois que todos os demais empregados haviam sido encaminhados por êles. No 68º. andar, ambos notaram três mulheres em pé, atrás de portas de vidro. Perguntadas do motivo para não estarem fugindo, as três mostraram ao lado uma colega numa cadeira de rodas. Os dois rapidamente pegaram uma EVAC CHAIRS de emergência, ajudaram-na a sair de sua cadeira  levando-a aos poucos pelas escadas até o saguão do andar térreo. Ao saírem do edifício colocaram-na numa ambulância sem saberem os nomes uns dos outros.

domingo, 2 de outubro de 2011

WORLD TRADE CENTER: A Diferença que uma Cadeira Especial Pode Fazer

 

Face ao imenso e multiforme drama humano desencadeado pelo ataque terrorista ao World Trade Center, foi iniciada logo após o acontecimento uma intensa busca de relatos pessoais, sobre como cada um conseguiu escapar durante a tragédia do dia 11 de setembro de 2001.Após explosão ocorrida em 1993, as Torres Gêmeas haviam sido equipadas com 125 cadeiras de rodas especiais de evacuação, conhecidas como EVAC CHAIRS, ou Emmergency Wheelchairs, de acordo com seus fabricantes ingleses ou norte-americanos.Segundo relatos oficiais, foram elas que tornaram possível, dentro do World Trade Center, o salvamento pelas escadas, dos poucos trabalhadores com deficiência (ou com ferimentos ocasionados na ocasião) que delas necessitaram, abandonando no local de trabalho suas cadeiras de rodas originais. Através de relatos, de PcD que trabalhavam nas duas torres (seguramente mais de 100), apenas 27 relataram sua escapada do World Trade Center. Delas, 2 eram cegas, três tinham deficiência auditiva, três usavam cadeiras de rodas e 19 tinham outros tipos de deficiências ou dificuldades físicas. O que aconteceu com tantas outras pessoas que lá trabalhavam? Por que tantos usuários de cadeiras de rodas morreram no dia 11 de setembro?” O artigo circulante começa com esta declaração: “Por ora temos ouvido as histórias – pelo menos dois empregados em cadeiras de rodas foram levados para lugar seguro por corajosos ajudantes – mas ninguém quer falar a respeito daqueles usuários de cadeiras de rodas que pereceram nas escadarias enquanto esperavam ser resgatados.”
 
Por: Ângela Góes